"Portugal vai ter um Plano Nacional do Cinema. Que filmes deverão fazer parte? Dez personalidades aceitaram sugerir ao PÚBLICO um top ten de filmes e realizadores do cinema nacional e mundial."
(Cartaz do filme Aniki Bobó, de Manuel de Oliveira, na sua estreia em Espanha)
Fernando Pinto do Amaral (poeta, ensaísta e comissário do PNL), Eduardo Lourenço (filósofo e ensaísta) e Inês de Medeiros (realizadora, atriz e deputada independente pelo PS) estão entre as personalidades que aceitaram o desafio do jornal Público. Aniki Bobó, de Manoel de Oliveira, Verdes Anos, de Paulo Rocha, Tempos Modernos, de Charles Chaplin, e até, O Leão da Estrela, de Arthur Duarte, são algumas das sugestões.
Lista das personalidades que, na opinião do júri da Revista Ler,
mais influenciaram a leitura em Portugal. Destaque da parte dedica à Dr.ª
Teresa Calçada:
"Coordenadora nacional
da Rede de Bibliotecas Escolaresdesde 1996, ano em que o programa foi lançado,
é também comissária-adjunta do Plano Nacional de Leitura. Mas o seu empenho na
promoção da leitura pública já vem de longe, quando, enquanto técnica do
Instituto Português do Livro, integrou o grupo de trabalho que pensou as bases
da futura Rede de Bibliotecas Municipais, estabelecida em 1987. Se esta
conduziu à modernização e criação de novas bibliotecas por todo o País, a
vantagem de reformular as bibliotecas escolares era outra - e mantém-se. Passa
pela possibilidade de fazer um trabalho direto, continuado e quase diário com
crianças e adolescentes para quem o professor bibliotecário representa o filtro
entre a informação aleatória e o saber transdisciplinar. Não é pouco. Há
tempos, circulou um vídeo na Internet que perguntava se as bibliotecas serão os
próximos dinossauros em vias de extinção - ou alvos a abater, melhor dizendo.
Entre outros nomes que poderíamos encontrar no terreno recuado da promoção do
livro e da leitura em Portugal, Teresa Calçada está, sem dúvida, entre os mais
consensuais e combativos."
Comemora-se, hoje, dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro. A Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, associando-se ao Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações 2012, propõe um passatempo para os mais novos - "Avô, como era no teu tempo?".
Neste dia, a tua Biblioteca Escolar propõe-te a audição do audiolivro Se eu fosse um livro, com belas ilustrações de André Letria, lido pelo seu autor, José Jorge Letria.
(Clica na imagem e ouve este belo hino aos livros.)
Consegues imaginar a tua vida sem telemóvel, televisão ou computador? Sem livros, jornais, revistas ou cinema? E se não tivesses acesso à Internet, a consolas de jogos, mp3, mp4, tablets, youtube, facebook? Como seria a tua vida?
Neste dia dedicado à literatura para a infância, a Biblioteca Escolar propõe a pais e filhos uma visita ao Portal Cata Livros. Um bom sítio para passar algum tempo de qualidade neste período de pausa letiva. Poderão aceder a esta magnífica biblioteca digital a partir da barra lateral deste blogue (Bibliotecas Digitais) ou clicando na imagem. Aqui encontrarão livros para ler e ouvir, muitas propostas de atividades e até poderão conhecer melhor os autores dos livros lidos. Partam à descoberta e divirtam-se!
No dia 21 de março, o Dia Mundial da Poesia e primeiro dia da primavera, aqui deixamos o belíssimo poema de Alberto Caeiro "Quando vier a primavera", dito pelo encenador Valdemar Santos. Foi um dos poemas que integraram a iniciativa "Um poema por semana" da RTP2, da autoria de Paula Moura Pinheiro. Nada melhor do que ouvirmos um belo poema num dia de primavera, principalmente se nele estiverem as palavras de quem viu sempre o mundo como se ele fosse uma flor que nasce pela primeira vez.
Quando vier a primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
1889-1915
Olhemos o mundo à nossa volta e vejamos a poesia que nele existe!